27 de fevereiro de 2019 Reverendo defende dissertação sobre Ginásio Vocacional de Rio Claro

O reverendo da igreja Anglicana de São Jorge em Rio Claro, Juliano Bernardido de Godoy, faz a defesa de dissertação de mestrado nesta quinta-feira (28).

A atividade, aberta ao público, acontece na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), às 9h30, no bloco 7: pós-graduação.

“O Ginásio Vocacional de Rio Claro (1961-1970): Perspectivas Educativas e Contribuições Históricas”. Com este tema, Godoy apresenta o modelo de ensino inovador criado pela educadora Maria Nilde Mascellani. A pesquisa foi desenvolvida em dois anos e meio.

A banca examinadora será formada pelos professores Cesar Romero Amaral Vieira (Unimep), Thiago Borges de Aguiar (Unimep) e Tony Honorato (Universidade Estadual de Londrina (UEL).

INOVADOR

Em entrevista ao Centenário, Godoy explicou que na década de 1960, devido a uma cláusula da Lei de Diretrizes de Base (LDB), foi construído um modelo diferenciado de educação no país. Essa experiência, conforme o próprio pesquisador destacou, durou dez anos e cinco unidades foram instaladas no Estado de São Paulo. Uma delas em Rio Claro.

“A escola nasce neste ideal de escola pública acessível, que iria preparar os alunos a descobrirem suas aptidões em um ambienbte em tempo integral”, diz.

O modelo surgiu em meio a uma efervescência política e cultural. “Esse período de muito debate se deu, principalmente, pelo golpe civil-militar”, esclarece.

E foi o golpe militar que, em 1970, encerrou com a iniciativa educacional. “Essa experiência deixou de existir por causa da truculência do governo”, enfatiza.

LOCAIS

O reverendo lembra que durante sua existência, o Ginásio Vocacional funcionou nas dependências da escola Monsenhor Martins, depois foi para o Casarão Fazendinha, no Horto Florestal e, por fim, migrou para a escola Chanceler Raul Ferrnandes. “Somente depois de 1968 a escola foi nomeada como Chanceler Raul Fernandes. Antes disso era apenas Ginásio Vocacional de Rio Claro”, esclarece.

MODELO

Questionado se acredita ser possível implantar um novo modelo de ensino, que faça o aluno pensar no meio que o cerca, foi enfático: “com certeza é possível criar um novo modelo de escola, desde que haja interesse público”.

Para o pesquisador, as correntes políticas acabam atrapalhando desenvolvimento de boas iniciativas. “O grande problema do Brasil é que as experiências boas não têm continuidade. Isso deveria parar. Quem perde? Não é o partido, nem o político, mas toda a população”, opina.

Godoy defende ainda o fortalecimento da educação de base e valorização dos profissionais de educação. “Não adianta ter boas intenções e bons projetos se não houver apoio político”, argumenta.

Fonte: http://j1diario.com.br/reverendo-defende-dissertacao-sobre-ginasio-vocacional-de-rio-claro/

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